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[28/01 15:56]
Pré-natal: tire todas suas dúvidas!

Achei ótima essa matéria.

Alê

Escrito por Cristiane Alves de Oliveira e Renato Augusto Moreira de Sá

Como calcular a idade gestacional?

A idade da gestação é definida como o tempo transcorrido entre o primeiro dia da última menstruação (DUM) até a data atual (dia em que está realizando o cálculo). Pode ser aferido em dias, semanas ou meses completos.

Há que se ter em mente que a gestação são 9 meses completos. Assim, quando dizemos que a gestação tem 36 semanas, isso corresponde ao início do 9º mês, que se completará com 40 semanas.

 

Quanto tempo dura a gestação?

Tendo como base o primeiro dia da última menstruação (DUM), a gestação dura, em média, 280 dias, 40 semanas ou 10 meses lunares ou 9 meses solares e 7 dias.

Assim, para calcular a data provável do parto (DPP) basta somar 280 dias à DUM, sendo encontrada a data em que se completa 40 semanas. Não se deve esquecer que a duração da gestação varia de acordo com as características de cada mãe e bebê.

Uma forma fácil de calcular a DPP é conseguida somando-se 7 dias ao primeiro dia da última menstruação e 9 meses ao mês em que a mesma ocorreu.

Exemplo: DUM = 03/02/2004 ? DPP = 03 + 7 = 10 ? DPP = 10/11/2004.

02 + 9 = 11

É considerada gestação a termo (quando o bebê não é mais considerado prematuro) a partir de 37 semanas completas e 42 semanas incompletas de gravidez. A gestação só é considerada prolongada (também conhecida como gestação pós-termo ou serotimia) quando com duração igual ou maior que 42 semanas completas (maior ou igual a 294 dias).

Nos casos em que não se sabe a DUM, o cálculo da idade gestacional será feito baseado na ultra-sonografia (USG), a qual é tanto mais precisa quanto mais precocemente é realizada. Grosso modo, no primeiro trimestre da gestação, a USG tem um intervalo de confiança (um coeficiente de acerto) em datar a gestação de mais ou menos 1 semana, no segundo trimestre essa variação é de mais ou menos 2 semanas, enquanto no terceiro trimestre é de mais ou menos 3 semanas. Em outras palavras, na avaliação ultra-sonográfica mais precoce podemos estimar a idade gestacional com muito menos erro.

 

O que é possível fazer para melhorar as náuseas e os vômitos?

As náuseas são os sintomas mais comuns do início da gestação, desaparecendo normalmente quando termina o primeiro trimestre.

A causa provável das náuseas serem piores nessa fase da gestação é a gonadotrofina coriônica humana (hCG). O hCG é sintetizado pela placenta e alcança níveis máximos por volta da 12ª semana de gestação. O fato das náuseas e os vômitos serem piores em pacientes com condições que aumentam os níveis desse hormônio, como gestação gemelar e neoplasia trofoblástica gestacional, fala a favor dessa hipótese.

Há também a associação de fatores psicológicos envolvidos na potencialização das náuseas e vômitos, sendo mais comuns esses sintomas em gestações não planejadas e de risco, e pouco freqüentes em mulheres nas quais a gestação é diagnosticada tardiamente (após o primeiro trimestre).

Esses sintomas são mais intensos pela manhã e após jejum prolongado. Sendo piorados por cheiros (de alimentos, cigarro, etc.) e paladar (pasta de dente, doces, alimentos específicos, variando para cada gestante).

Para melhorar as náuseas e os vômitos é recomendado:

• Evitar jejuns prolongados, fracionando as dietas.

• Ingestão de alimentos secos (pão, torrada), ricos em carboidratos (de fácil digestão e fonte de energia).

• Ingestão de líquidos (gelados normalmente têm melhor aceitação).

• Eliminar frituras, condimentos e alimentos que causem piora dos sintomas.

• Apoio psicológico.

Caso essas medidas não melhorem as náuseas e os vômitos, a gestante deve conversar com seu médico, de forma que o mesmo possa avaliar a necessidade de prescrição de medicamentos ou outras condutas que ajudem a gestante a conseguir uma nutrição adequada no início e durante a sua gestação.

 

Qual o ganho de peso ideal para a gestante?

A mulher grávida ganha em média 12,5 kg durante toda a gestação. O ganho de peso ideal durante a gestação depende do peso da gestante antes da mesma. Se o peso anterior à gestação for normal para a altura, um aumento de 11,3 a 15,8 kg geralmente é recomendado. Em gestantes com peso abaixo do normal para a altura, recomenda-se um maior ganho de peso e para aquelas acima do peso ideal, recomenda-se menor ganho. Alimentando-se corretamente a gestante evitará aumento de peso excessivo.

O aumento do peso durante a gestação está relacionado ao aumento do útero, peso fetal e da placenta, líquido amniótico, crescimento das mamas, retenção de líquido, aumento do volume sanguíneo e das reservas do organismo materno.

Em uma gestante que ganhou 12,7 kg no final da gestação, esse peso será distribuído aproximadamente da seguinte forma:

Bebê = 3,40 kg

Placenta = 0,45 kg

Líquido amniótico = 0,90 kg

Útero = 1,30 kg

Mamas = 1,36 kg

Sangue materno = 1,81 kg

Gordura materna = 3,62 kg

O ganho excessivo de peso prejudica a gestante, tornando as limitações físicas decorrentes da gestação mais pronunciadas, aumentando o cansaço materno, além de prejudicar a recuperação após o parto, e, principalmente, aumenta os riscos de complicações na gestação, como hipertensão e diabetes, gerando, com isso, riscos também para o feto, podendo o peso excessivo fetal, quando presente, prejudicar e complicar o parto.

Por outro lado, deve-se atentar para que o baixo ganho de peso não esteja relacionado a uma nutrição inadequada. A gestante deve estar atenta para que sejam ingeridos os nutrientes necessários ao desenvolvimento, crescimento fetal e suprimento das necessidades do organismo materno.

 

O acompanhamento pré-natal é essencial para a gestação?

A medicina preventiva é o melhor caminho para cuidarmos da nossa saúde. O acompanhamento pré-natal tem como objetivos principais: aconselhamento da gestante e dos familiares para que a gestação transcorra com tranqüilidade e rastreamento clínico e laboratorial de qualquer intercorrência que possa afetar a mãe e seu bebê.

Aproximadamente 90% das gestantes não apresentam fatores que colocam em risco a sua saúde e a de seu bebê. No entanto, mesmo as pacientes ditas de baixo risco devem ter acompanhamento contínuo, pois dessa forma podemos prevenir e diagnosticar precocemente diversas patologias, aumentando a possibilidade de êxito do seu tratamento.

O Ministério da Saúde (MS) preconiza que deveriam ser realizadas pelo menos seis consultas durante a gestação, sendo a qualidade das mesmas meta importante do governo, já que a melhor qualidade da assistência pré-natal reflete em redução das elevadas taxas de mortalidade materna encontradas no nosso país, problema associado, na maioria dos casos, à precariedade da assistência pré-natal.

Os bons resultados da gestação são diretamente proporcionais à precocidade do início do acompanhamento pré-natal, da freqüência e qualidade do mesmo.

 

Quando é possível notar os movimentos do bebê?

Desde o período embrionário já existem os movimentos do seu bebê. No entanto, como ele é muito pequeno, não é possível notá-los. Mas é possível observá-los durante exame ultra-sonográfico.

A partir de 16 a 20 semanas, dependendo de cada mãe, é possível perceber a movimentação fetal, que pode ser referida como ondulações abdominais (as mulheres grávidas pela primeira vez normalmente notam mais tardiamente os movimentos do bebê quando comparadas àquelas que já estiveram grávidas antes).

À medida que a gestação evolui, os movimentos do bebê se tornam mais evidentes e freqüentes. A movimentação fetal é normal, portanto não há razão para se preocupar com o bebê que “mexe demais!”. Vale também lembrar que um bebê não se mexe igual ao outro, e que o fato de um bebê se mexer menos que outro não quer dizer que ele não seja tão saudável quanto, ele é apenas diferente.

Com a aproximação do final da gestação, é normal a mãe referir que seu bebê não se mexe tanto quanto antes, o que se justifica pelo fato de não haver mais tanto “espaço” para a movimentação fetal. Porém, qualquer dúvida quanto a seu bebê estar se movimentando pouco, converse com seu obstetra, é muito importante que ele saiba quais são suas dúvidas para que ele possa avaliá-las e tomar as providências que ache necessário.

O fumo faz mal ao bebê? E o alcoolismo social?

Fumo

Além de todos os efeitos nocivos sabidamente conhecidos que o cigarro pode acarretar na mãe fumante (efeitos sobre seu pulmão e circulação/vasos sanguíneos), o tabagismo pode causar danos ao feto no seu crescimento e formação.

Esses efeitos nocivos podem ser decorrentes de:

• Diminuição do transporte de oxigênio pelo sangue materno e fetal, resultando em hipoxemia (baixa de oxigênio para os órgãos e tecidos), efeito gerado pelo monóxido de carbono inalado.

• Diminuição do transporte de nutrientes para o feto através da placenta, efeito gerado pelo alcatrão (pela alteração do sistema enzimático placentário).

• Aumento da resistência vascular placentária e fetal, gerando piora da hipoxemia e comprometimento do crescimento fetal, efeito gerado pela nicotina.

A associação mais conhecida entre o tabagismo e a gestação é a restrição do crescimento fetal intra-uterino (fetos que diminuem o índice de crescimento). As gestantes tabagistas têm maior chance de ter filhos com baixo peso ao nascimento ou eles podem ser gravemente comprometidos pela diminuição do fluxo sanguíneo uteroplacentário e trocas através da placenta.

 

Outras associações descritas na literatura entre tabagismo e complicações da gestação:

• Abortamento espontâneo.

• Placenta prévia.

• Descolamento prematuro da placenta.

• Prematuridade.

• Rotura prematura das membranas (amniorrexe prematura).

• Óbito fetal.

• Alteração de pressão.

• Alterações circulatórias.

• Acidentes tromboembólicos.

A gestante deve ser orientada a parar de fumar. Na impossibilidade de conseguir a parada, deve-se limitar ao máximo de 5 cigarros/dia. Como os efeitos deletérios do tabagismo são dose-dependentes, qualquer diminuição pode trazer efeito benéfico para o feto.

Há estudos que sugerem haver diminuição de leite durante a amamentação pela mulher tabagista, além de haver distúrbios do sono e aumento de irritabilidade e de cólicas abdominais pelo lactente.

Alcoolismo Social.

O álcool (etanol) passa livremente pela barreira placentária, sendo lentamente metabolizado pelo feto, e é considerado teratogênico (ou seja, acarreta malformação fetal).

Os efeitos sobre o feto são dose-dependentes. Como não se conhece a dose segura para uso na gestação, recomenda-se NÃO ingerir bebida alcoólica durante toda a gestação (mesmo em pequenas doses).

O consumo de álcool está relacionado a abortamentos espontâneos e síndrome alcoólica fetal, sendo as alterações tanto mais freqüentes e mais graves quanto maiores as doses ingeridas.

A síndrome alcoólica fetal caracteriza-se por anomalias múltiplas funcionais e estruturais, acometendo todo o organismo fetal, podendo acarretar óbito neonatal. As anormalidades comuns incluem deficiência de crescimento (pré-natal e pós-natal), morfogênese alterada, deficiência mental e rostos característicos — olhos pequenos e ponte nasal achatada. São observadas disfunção motora fina e tremedeira no neonato.

Os filhos de mães alcoólatras apresentam também falha de desenvolvimento motor e intelectual.

Os efeitos da ingestão de álcool durante a amamentação sobre o lactente são menos intensos. A sonolência, letargia e inapetência são alguns deles.

 

Como se preparar para a amamentação?

O exame das mamas deve ser realizado durante o pré-natal pelo obstetra, devendo ser avaliados os mamilos (mobilidade e forma). Qualquer tipo de seio tem capacidade de produzir quantidade suficiente de leite para nutrir o recém-nato.

As gestantes com mamilos invertidos merecem orientações especiais durante todo o pré-natal, podendo ser realizadas manobras que visam a melhora do posicionamento deles.

O uso de hidratantes nas mamas e no abdome auxilia no fortalecimento da pele. Deve-se evitar, no entanto, o uso de hidratantes nas aréolas e mamilos, pois eles podem prejudicar a secreção das glândulas sebáceas (presentes nesses locais), fragilizando os mesmos.

O uso de absorventes mamilares e a lavagem exaustiva dos mamilos e aréolas durante o banho, com sabonetes perfumados e soluções alcoólicas (perfumadas), devem ser desencorajados, pois enfraquecem essas regiões, predispondo a problemas posteriores, como fissuras mamilares.

O uso de sutiãs mantendo os seios firmes, fricções dos mamilos com toalhas felpudas após o banho e a exposição ao sol pela manhã ou ao final da tarde, por aproximadamente 15 minutos/dia, contribuem para o fortalecimento da pele e dos mamilos, auxiliando a amamentação.

A instrução da gestante e de seus familiares sobre os benefícios da amamentação é indispensável para o êxito da mesma.

Felizmente não existe "leite fraco" ou "produção insuficiente de leite". Deve-se manter a calma durante a amamentação e procurar apoio sempre que sentir necessidade. Todo bebê está capacitado a mamar e toda mãe é capaz de amamentar, desde que receba orientações adequadas no pré-natal, no parto e no pós-parto. Coisas como: a maneira de segurar o bebê e o modo como ele abocanha a aréola, o uso do próprio leite materno para tratar fissuras, etc. são simples, mas fundamentais para que você possa amamentar com sucesso o seu bebê!

Exames solicitados no pré-natal

-Sangue: Hemograma Completo, Glicemia de Jejum, Tipo sanguíneo e fator Rh, pesquisa de anticorpos irregulares e diversas sorologias (toxoplasmose, rubeola, sifilis, AIDS, hepatite B e C, Citomegalovírus dentre outras de acordo com a rotina de cada pré-nata).

-Urina: EAS e Cultura

-Fezes: Parasitlógico

-Ultra-sonografia

-Doppler fluxometria

-Cardiotocografia Basal

Estes exames são solicitados de acordo com a rotina pre-natal de cada serviço e repetidos conforme a necessidade. Outros exames podem ser incorporados na dependência do risco materno para algumas doenças ou de possíveis complicações.

Fonte: http://www.idmed.com/2009/Gravidez/Gestantes/pre-natal-tire-todas-suas-duvidas.html


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Comentários
re: estou com muitas duvidas
Oi querida, possivelmente sim, mas é importante relatar para tua médica a situação q vc passou e a medicação q acabou tomando, não é vergonha nenhuma e é importante pela saúde do teu bb. bj, Alê
Escrito por: | 24/03 0:10

estou com muitas duvidas
nas primeiras semanas eu ainda estava em duvida se realmente estava grávida,tomei uma vacinação contra a hepatite B,daí senti muitas dores q chegava ate a chorar,pensei q fosse um aborto,mais isso n aconteceu,as dores foram diminuindo n procurei um medico,continuei a gestação sem consultas...Meus pais separaram,tive depresão,tomei vários tipos de remédios querendo me matar,n contei a ninguém da gravidez por tudo,estava em duvidas,insegura...Esse mês começei o pre-natal,estou c 5 meses,n contei a enfermereira dos remédios só da vacinação.E agora,será q meu bebê esta bem,bem formado,bem de saúde...?
Escrito por: maria | 22/03 17:45

re: gravidez
Oi querida, se teu bb está se desenvolvendo bem e vc está com saúde, não deve ter nenhum problema. O medo do parto é normal, toda mulher passa por isso, mas procure conversar com o teu obstetra e seguir as orientações, q vai dar tudo certo. O sentimento q vc tem, talvez possa ser depressão, se vc sente tristeza, insegurança, ansiedade e medo excessivos, ou ainda pode ser sentimentos que vc tem, devido a forma como a gravidez aconteceu, se foi desejada, enfim causas emocionais. Se vc tiver acesso, seria bom conversar com uma psicóloga ou assistente social sobre o que vc sente, isso tb te ajudará a se sentir melhor. Bj, Alê
Escrito por: | 25/02 23:02

gravidez
oi! é minha primeira filha estou com medo das duas funçao do parto o cesario eo normal? eu descobri que estava gravida ja muito tarde entao começei meu pre natal tarde pode ocorrer algum risco no parto? nao tomei nem um tipo de vacina? aqui em minha cidade o hospital é horrivel! queria que vc me ajuda se.. eu nao tenho muito amor a minha barriga as vezes acho que podera ser uma depresao nao sei vc sabe o que e isso? poderia me ajudar?]
Escrito por: laura | 25/02 15:44


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